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  • Ju Romantini

Como já dizia Buda, caminho do MEIO.

O Caminho do Meio é aquele que Buda descobriu ser o mais coerente para atingir a iluminação, aquele que não pende demais para um lado ou para o outro, que fica entre a indulgência e a MORTIFICAÇÃO, o prazer excessivo e a culpa, a fome e o comer exagerado. E na nossa vida prática, urbana, cercada de tecnologia, estímulos e informação, é o caminho que pode levar àquilo que chamo de vida SUSTENTÁVEL. Não tem nada a ver com ecologia, mas com uma vida que a gente consegue sustentar fazendo o que gostamos, queremos e precisamos. Por isso, trilhar esse caminho tem a ver com as escolhas que são feitas a todo o momento durante a nossa jornada. Podemos escolher fumar um cigarro por dia ou dois maços; comer cinco pães ou apenas um; ler muitas coisas irrelevantes nas redes sociais, ou menos textos que tenham mais qualidade; ser completamente sedentário ou ir todos os dias a pé até a padaria para colocar o corpo em movimento.

Das pequenas às grandes escolhas, o caminho do meio está em nossas mãos e na nossa capacidade de enxergar o que é extremo e encontrar meios de sair dessa ARMADILHA que nos rouba a vitalidade, a energia e o prazer. É o caminho que todos dizem seguir, ou almejar, mas será? É um caminho difícil porque exige algo que não estamos acostumados a ter: presença, ATENÇÃO plena.


O meio como escolha...

É preciso se observar muito, ouvir os sinais do corpo, perceber as emoções e os pensamentos para entender quando estamos nos desviando do equilíbrio e deixando a BALANÇA PESAR mais para um lado. Também é preciso estar muito seguro das escolhas, porque sempre vai ter uma enxurrada de idéias diferentes e pessoas que preferem os extremos e suas supostas fórmulas MILAGROSAS.

O extremo pode trazer suas lições...

Muitas vezes, para entender o caminho do meio é preciso passar pelo extremo. Vejam o caso das dietas. Muita gente acredita que uma dieta restritiva vai ser o melhor caminho para o emagrecimento. E somente experimentando esse processo a pessoa entende que cortar um alimento ou incluir exageradamente um outro na rotina não é uma forma sustentável de lidar com a COMIDA. O resultado é que muita gente passa por isso e sofre para entender que abrir espaço para todos os alimentos com moderação é o melhor caminho. E é o caminho do MEIO, porque permite que todos os aspectos ligados à alimentação – com saúde e PRAZER – estejam presentes em uma refeição.


No caso do treinamento físico, o mesmo raciocínio pode ser usado. Podemos ir para o extremo de carregar peso demais, exaurir a energia e sobrecarregar os músculos em treinamentos intensos ou escolher aquele treino que tem intensidade e vigor na medida certa, mas que respeita o limite individual e alia a FORÇA e a intensidade às práticas mentais e filosóficas que complementam o TODO. É o tipo de treinamento que exige uma presença muito intensa de quem o pratica, até para entender que o físico e o mental andam lado a lado.

O caminho do meio é aquele que não cobra um PREÇO alto do praticante, seja em termos emocionais ou físicos. É aquele que exige presença o tempo inteiro, mas traz bem-estar e qualidade de vida durante toda a JORNADA.

Você já experimentou o caminho do meio na sua vida? Em quais aspectos? Conta pra gente!

Para estar atento a qual caminho você está tomando, faça da Prática Integral o caminho e desenvolva-se para a felicidade!











Maísa Infante, jornalista e produtora de conteúdo, editora do site Verde SP e praticante da Prática Integral.