O que você quer transformar?

Mudar não é nada fácil, né? Não mesmo. A neurociência explica essa nossa resistência à mudança como uma forma de o cérebro poupar energia. É um traço ancestral que carregamos, lá da época em que o ser humano precisava travar grandes lutas para sobreviver.


Para lidar com o dia a dia, o cérebro cria automatismos que facilitam a nossa vida e poupam energia. É assim que tomamos decisões como comer, respirar, trocar de roupa, lavar as mãos sem precisar pensar demais.


Mas a vida não é feita somente de decisões rotineiras. Precisamos pensar se queremos, por exemplo, mudar de casa, trocar de carreira, ter filhos, casar, separar, comprar um carro, fazer um ano sabático, treinar todos os dias.


Estas não são decisões simples. Se forem tomadas com base em automatismos, os resultados podem não ser nada bons. Nessa hora, nosso organismo precisa gastar energia justamente pra sair desse automatismo e fazer uma mudança. Porém, de forma inconsciente, o cérebro entende que essa energia tem que ser guardada para momentos de sobrevivência. Aí vem a resistência, aquela sensação de querer ficar do jeito que está.


É quando entra a necessidade de motivação e persistência. É hora de pensar no por que se quer fazer algo. O motivo para gastar essa energia em fazer diferente é o seu propósito de evolução, de expansão, de olhar para o novo com curiosidade e compreender o que mais você pode fazer diferente para criar um novo momento e uma nova vida.


Mudança exige esforço do cérebro, porém nos impulsiona a descobrir o novo, lapidar uma habilidade, dar um salto na carreira e na vida.


Mudar, transformar, fazer diferente do que se faz todos os dias expande, faz com que você evolua, com que a sua percepção de mundo também mude. Eu te convido a experimentar pequenas mudanças no seu dia a dia.


Assim, você consegue entender o processo neural e de incorporação de um novo hábito, de uma mudança. Aos poucos, coloque-se desafios maiores e sinta a diferença, a expansão, a transformação.


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